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O nazismo assumiu o poder na Alemanha, em 1933, e
iniciou suas perseguições contra os judeus. Padre Tito reagiu,
publicando um artigo antinazista contendo duras palavras contra o
regime. Quando, em 1940, os nazistas invadiram a Holanda, o pequeno
partido nazista local exigiu dos jornais católicos a publicação
de sua propaganda. Padre Tito foi convocado a percorrer toda Holanda
levando o "não" de todo episcopado, aos diretores dos
jornais, à exigência feita pelo partido nazista, mesmo ao custo de
fecharem suas redações e das próprias vidas.
Em 19 de janeiro de 1942 a Gestapo, agência de espionagem do regime
nazista, prendeu o Padre Tito, em Nimega. Assim iniciou o seu Calvário,
mudando constantemente de prisões e sendo submetido a interrogatórios
e torturas, mas nunca cedeu. A sua perseverança na fé e crença
ardorosa em Cristo permitiu que suportasse o martírio.
Cinco meses depois ele chegou à prisão de Dachou, na Alemanha. Alí
os tormentos só foram suportados, porque tinha consigo a
Eucaristia, um presente de padres alemães que foram deportados.
Munido da hóstia ele pregava aos seus companheiros de prisão e
ainda recitava as palavras da Missa.
Padre Tito Brandsma foi executado com uma injeção venenosa no dia
26 de julho de 1942 e seu corpo jogado num crematório coletivo. O
Papa João Paulo II o beatificou em 03 de novembro de 1985,
designando o dia de sua morte para a sua festa.
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