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Não se sabe exatamente se foi em Isaúria ou na Licaônia,
Turquia, o local onde a virgem mártir Tecla nasceu. O que se sabe é que
é uma das figuras mais importantes dos tempos apostólicos, muito
celebrada entre os gregos. Tudo começou quando, um dia, ao ouvir uma
conversa sobre o valor da castidade entre o apóstolo Paulo e seu anfitrião
Onesíforo, a jovem e pagã Tecla foi tocada no coração pelo discurso do
santo. Ficou tão impressionada que, naquele exato momento, resolveu não
mais se casar. Mas o faria muito em breve, pois havia sido prometida a um
jovem de nome Tamiris. Nem assim Tamiris conseguiu que Tecla abandonasse os ensinamento de Cristo, que agora seguia. Ela foi algumas vezes procurar Paulo no cárcere para lhe dar apoio e solidariedade. Com essa atitude, deixou seu ex-noivo ainda mais irado. Como conseqüência, ele denunciou-a para o procônsul que a sentenciou à morte na fogueira. E foi assim, que a condenação resultou numa surpresa: as chamas não a queimaram. |
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Algum
tempo depois, Tecla foi novamente julgada e condenada à morte, só que
dessa vez seria atirada às feras, diante do povo no Circo. Mais uma vez o
prodígio se realizou e as feras se deixaram acariciar por ela, cujas mãos
lhe lambiam mansamente. Pareciam mais pequenos gatinhos ao invés de
ferozes tigres e leopardos selvagens. Por fim, Tecla foi jogada dentro de
uma escura caverna cheia de serpentes venenosas. De novo nada lhe
aconteceu. |
Santa Tecla... Rogai por nós!