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Sua vocação religiosa se confirmou aos catorze
anos. Nessa época, ela se correspondia com a Superiora das
Carmelitas dos Andes, e lia muito sobre a trajetória da vida dos
Santos. Assim, Joana foi se preparando de tal modo que, desde os
dezessete anos, já externava o ideal de ser carmelita, e com ardor
defendia a sua vivência contemplativa, que todos julgavam "inútil".
A separação definitiva da família e do mundo se deu em maio de
1919, aos dezenove anos de idade. Entrou para as Carmelitas dos
Andes e tomou o nome de Teresa de Jesus. Alí viveu apenas onze
meses, pois contraiu a febre tifóide e logo morreu, no dia 12 de
abril de 1920, na sua cidade natal.
Teresa de Jesus, tinha tamanha liberdade para se expressar com o
Senhor, que costumava dizer: "Cristo, esse louco de amor, me
fez louca também". A sua aspiração e constante empenho se
centraram em se assemelhar a Ele, em se comungar com Cristo. Foi
beatificada pelo Papa João Paulo II quando este visitou o Chile em
1987. Depois, foi canonizada pelo mesmo Sumo Pontífice em 1993, em
Roma. Nesta ocasião ele a chamou de Santa Teresa de Jesus "dos
Andes" e declarou que era a primeira chilena e a primeira
carmelita latino-americana a ser elevada à honra dos altares da
Igreja, para ser festejada no dia 13 de julho.
O Santuário de Santa Teresa dos Andes, como ficou popularmente
conhecida, se tornou um centro espiritual no Chile, visitado por
milhares de peregrinos anualmente. Sua fama de intercessora pelas
graças e milagres concedidos correu logo, principalmente entre os
jovens católicos. Santa Teresa dos Andes continua assim cumprindo a
missão reconhecida como sua: despertar fome e sede de Deus nos
jovens deste nosso mundo moderno tão materializado.
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