|
Mais
tarde voltou a Jerusalém, onde converteu centenas de pessoas,
inclusive dois mágicos que causavam confusão entre o povo com suas
artes diabólicas. Até que um dia lhe prepararam uma cilada,
fazendo explodir um motim como se fosse ele o culpado. Assim, foi
preso e acusado de causar sublevação entre o povo. A pena para
esse crime era a morte.
O juiz foi o cruel rei Herodes Antipas, um terrível e incansável
perseguidor dos cristãos. Ele lhe impôs logo a pena máxima,
ordenando que fosse flagelado e depois decapitado. A sentença foi
executada durante as festas pascais no ano 42. Assim, Tiago, o
Maior, se tornou o primeiro dos apóstolos a derramar seu sangue
pela fé em Jesus Cristo.
No século VIII, quando a Palestina caiu em poder dos muçulmanos,
um grupo de espanhóis trouxe o esquife onde repousavam os restos de
São Tiago, o Maior, à cidade espanhola de Iria. Segundo uma antiga
tradição desta cidade, no século IX o bispo de lá, teria visto
uma grande estrela iluminando um campo, onde foi encontrado o túmulo
contendo o esquife do apóstolo padroeiro. E a Espanha, que nesta
ocasião, lutava contra a invasão dos bárbaros muçulmanos,
conseguiu vence-los e expulsa-los com a sua ajuda invisível.
Mais tarde, naquele local, o rei Afonso II mandou construir uma
igreja e um mosteiro, dedicados à Santiago, com isto a cidade de
Iria passou a se chamar Santiago de Compostela, ou seja, do campo da
estrela. Desde aquele tempo até hoje, o Santuário de Santiago de
Compostela, é um dos mais procurados, pelos peregrinos do mundo
inteiro, que fazem o trajeto à pé.
Essa rota, conhecida como "Caminho de Santiago de
Compostela", foi feita também pelo Papa João Paulo II, em
1989. Acompanhado por milhares de jovens do mundo inteiro, foi
venerar as relíquias do apóstolo São Tiago, o Maior, depositadas
na magnífica Catedral das seis naves, concluída em 1122.
|