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Mas sentindo o avançar a idade Padre
Soler decidiu se retirar para o Convento da cidade de Motril. Ali
também se manteve ativo, renovou a Associação de Santa Rita,
fundou o Círculo dos Trabalhadores Católicos e abriu uma escola
noturna. A sua vida e o seu apostolado foi de zelo apostólico e de
amor à Virgem, à São José e ao Sagrado Coração de Jesus.
No dia 25 de julho o Convento foi invadido pelos soldados que
fuzilaram cinco religiosos. Eram eles: Deogracias Palácios, Leon
Inchausti, José Rada, Julian Moreno e o José Ricardo Díez. Dois
padres conseguiram despistar os soldados. O hospital da cidade
abrigou um deles. Era Vicente Pinilla que foi descoberto no dia
seguinte, 26 de julho, e fuzilado na mesma hora. O outro era o Padre
Soler, que se refugiou na casa de uma família cristã. Mas foi
encontrado no dia 29 de julho, e levado como prisioneiro.
Na prisão, ele rezava com os prisioneiros, administrava o
sacramento da penitência, tendo inclusive convertido alguns. Por
ter sobrevivido à prisão nas Filipinas, se mantinha alegre e os
distraia contando fatos engraçados de sua vida missionária.
No dia 15 de agosto, festa da Assunção de Nossa Senhora, todos os
prisioneiros foram chamados para a execução. Naquele dia seriam
fuzilados apenas dezoito. Ao ver o desespero de um pobre pai de oito
filhos, Padre Soler, pediu para substituí-lo. Porém, seu pedido
foi negado, porque o seu nome já se encontrava na lista. No décimo
lugar. E a sua caridade não se limitou a este gesto heróico. Ele
dava a absolvição àqueles que seguiam para a morte. Também deu a
absolvição ao décimo primeiro condenado, antes dele próprio ser
fuzilado. Este prisioneiro era um jovem que pertencia à Ação Católica,
e, apesar de ter sido atingido com três tiros, se fez de morto,
sobrevivendo à execução. Foi ele que contou todos os detalhes
sobre o período na prisão e a morte do padre Vicente Soler.
Os sete religiosos recoletos mártires de Motril, vítimas do ódio
à fé, foram beatificados pelo Papa João Paulo II, em 1999. O
culto litúrgico foi decretado para o dia de suas respectivas
mortes. A celebração do Beato Vicente Soler ocorre no dia 15 de
agosto.
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