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Depois, quando ele, entregando realmente a rosa
vermelha, pediu que os dois juntos apertassem o cabo com cuidado para não
se espetarem e explicou o "cor unum", que em latim significa
"união de corpos" de duas pessoas casadas, o amor retornou como
antes.
Algum tempo depois, os dois procuraram Valentim para marcar o casamento,
que celebrou e abençoou a união do casal. Na cerimônia compareceram
quase todos da cidade, querendo participar do final feliz do casal
reconciliado. A história se espalhou e sua fama se criou.
Além do dom do conselho, Valentim possuía o da cura, que aumentava
conforme sua idade. Muitas vezes viajava, a pedido de outras dioceses,
para atender os enfermos. Em 272, foi chamado para cuidar de um doente em
Roma. Durante sua estadia na cidade, Valentim converteu o famoso filósofo
grego Crato e três de seus jovens discípulos atenienses. Este zelo o expôs
aos delatores pagãos. Nesta época o imperador era Aureliano, ardiloso e
cruel. Os discípulos de Crato foram ao julgamento em defesa do bispo, mas
nada puderam fazer. Valentim foi condenado à morte e decapitado em 14 de
fevereiro de 273. Os três jovens recém convertidos resgataram seu corpo
e o transportaram para Terni onde foi sepultado.
A sua festa no dia 14 de fevereiro e a sua fama ganharam força em toda a
Itália. Na Idade Média, foi ganhando reforços e hoje é festeja em todo
o planeta por todos os casais devotos.
A Igreja o incluiu no Calendário Litúrgico como São Valentim de Terni,
o bispo mártir, protetor dos jovens e dos namorados. As suas relíquias
estão na Igreja das Carmelitas, na cidade de Terni, em Roma. Ao lado de
sua urna de prata, coberta por uma redoma de cristal, existe a seguinte
inscrição: "São Valentim, patrono do amor". Há também um
belo vitral com a imagem do santo bispo abençoando um casal ajoelhado que
segura uma rosa.
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