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Neste mesmo ano, o Papa Gregório II o enviou
para o Mosteiro de Montecassino, que havia sido reerguido das ruínas
e carecia de um novo quadro de monges. Vilibaldo deu então novo fôlego
à este celeiro de homens dedicados à santificação,
restabelecendo as regras beneditinas, de acordo com o Livro do
fundador, que permanecera à salvo em Roma. Assim este
"quase-monge" inglês, que ainda continuava sem os votos
definitivos, recebeu esta relíquia do Papa e com ela, organizou e
formou uma nova geração de monges, dentro da verdadeira tradição
e do estilo de vida espiritual instituído pelo fundador. À esta
obra dedicou outros dez anos de sua vida.
Novamente foi à Roma, para se encontrar com Papa sucessor, Gregório
III, que lhe pediu ajuda para a evangelização da Germânia. Assim,
Vilibaldo tornou a partir, viajando por todos os recantos da Europa.
Até ser requisitado por seu tio, o arcebispo da Alemanha, que
alicerçava uma estrutura diocesana na região e precisava do seu
auxilio. Só em 740, Vilibaldo recebeu a ordem sacerdotal
definitiva, para ser consagrado bispo de Eichestat, pelo próprio
tio, Bonifácio, hoje santo e chamado "apóstolo da
Alemanha".
O bispo Vilibaldo construiu sua catedral, fundou um mosteiro e,
sobretudo controlou rigorosamente todos os outros que ali existiam,
por determinação de Bonifácio. A partir daí, iniciou uma experiência
nova: a de evangelizador itinerante, colocando-se frente a frente
com os fiéis que aos poucos iam se convertendo ao cristianismo.
À esta obra se dedicou até morrer, no dia 07 de julho de 787, no
seu mosteiro de Eichestat, na Alemanha. Com fama de santidade ainda
em vida, logo passou a ser venerado num culto tão espontâneo e
vigoroso. Muito antes do seu reconhecimento canônico em 1256.
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