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Maria é Rainha, porque é a Mãe de Jesus
Cristo, o Rei. Ela é Rainha porque supera todas as criaturas em
santidade. "Ela encerra em si toda a bondade das
criaturas", diz Dante na Divina Comédia.
Tudo que se refere ao Messias traz a marca da divindade. Assim,
todos os cristãos vêem em Maria a superabundante generosidade do
amor divino, que a acumulou de todos os bens. A Igreja convida o
povo a invocá-la não só com o nome de Mãe, mas também com
aquele de Rainha, porque ela foi coroada com o duplo diadema, de
virgindade e de maternidade divina.
A Virgem Maria Rainha resplandece em todos os tempos, no horizonte
da Igreja e do mundo, como sinal de consolação e de esperança
segura para todos os cristãos, já cobertos pela dignidade real do
Senhor através do Batismo.
O Papa Pio XII instituiu em 1955 a festa da Virgem Maria Rainha,
como conseqüência daquela de Cristo Rei. Inicialmente era
celebrada no dia 31 de maio, mês de Maria, encerrando as comemorações
com o coroamento desta singular devoção. O dia 22 de agosto era
reservado à homenagem ao Coração Imaculado de Maria. Mas, a
Igreja desejando aproximar a festa da realeza de Maria à da sua
gloriosa ascenção ao céu, invereteu estas datas a partir da última
reforma do seu calendário litúrgico em 1969.
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