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Vito nasceu no final do século III, na antiga cidade
de Mazara, na Sicília Ocidental, numa família pagã, muito rica e de
nobre estirpe. Sua mãe morreu quando ele tinha tenra idade e seu pai,
Halaz, contratou uma ama, Crescência, para cuidar do pequenino. Ela era
cristã, viúva e tinha perdido o único filho há pouco tempo, era de
linhagem nobre mas em decadência financeira. Ele ainda providenciou um
professor, chamado Modesto, para instruir e formar seu herdeiro.
Entretanto, o professor também era cristão. |
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Ao saber do batismo, o pai tentou convence-lo à abandonar a fé, o que não
deu resultado. Halaz partiu para a força e castigou o próprio filho,
entregando-o então ao governador Valeriano, que o encarcerou e maltratou
por vários dias, tentando fazer Vito abdicar de sua fé. Modesto e Crescência,
entretanto, conseguiram arquitetar uma fuga e, segundo a tradição, com a
ajuda de um anjo, tiraram Vito das mãos do poderoso governador. Fugiram
os três para Lucania, em Nápoles, onde esperavam encontrar paz. Mas
depois de algum tempo foram reconhecidos e passaram a viver de cidade em
cidade, fugindo dos algozes. Neste período, Vito, que desde os sete anos havia
manifestado dons especiais, patrocinou muitos prodígios. Como o mais célebre
deles, lembrado pela tradição, quando ele ressuscitou, em nome de Jesus,
um garoto que tinha sido estraçalhado por cães raivosos. |
São Vito... Rogai por nós!