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Wilibrordo aceitou, mas antes quis receber a
aprovação e benção do Papa Sergio I, do qual era muito devotado.
Em Roma ganhou não só o apoio como algumas relíquias de santos mártires
para serem colocadas nas igrejas que seriam construídas durante o
processo da evangelização. Ele foi um grande organizador, era um
excelente líder e logo fez muitos progressos. Cinco anos depois,
ele voltou e entregou ao mesmo Papa, um relatório dos resultados
que conseguira. O qual em agradecimento o consagrou Bispo de
Utrecht, e acrescentou ao seu nome, um outro de origem latina:
Clemente.
Ao chegar na Holanda Wilibrordo fundou a primeira sede episcopal em
Utrecht, e construiu a Catedral do Santíssimo Redentor. Depois, na
condição de primeiro bispo, formou uma equipe de bispos
auxiliares, conseguindo importantes conversões naquele território.
São lendárias e inúmeras as viagens que fez pelo rio Reno em direção
à Dinamarca e Holanda.
Quando seu protetor, o rei Pepino morreu, parte das terras da
Holanda voltou para o domínio do pagão Ratbodo. Por isso,
Wilibrordo teve de sair do cenário, indo se refugiar no
mosteiro que fundara em Treves, não muito distante. E ao receber a
notícia que também Ratbodo morrera, voltou para sua missão. Nesta
ocasião contou com a ajuda do sobrinho Bonifácio, outro grande
missionário que a Igreja incluiu no seu Livro de Santos. De maneira
que pôde ver o cristianismo se consolidar no norte da Europa.
Morreu no seu mosteiro de Echeternach, construído sobre o rio Reno,
em 07 de novembro de 739, já bem idoso. A Igreja o canonizou como o
"apóstolo dos frisões". A festa de Santo Wilibrordo, que
ocorre no dia de sua morte, é uma das celebradas em toda a Holanda.
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